sábado, 4 de julho de 2009

o futebol brasileiro é uma maravilha(pra quem pode mais)

Será que os gaúchos são encrenqueiros, reclamões, etc, e não veem a paridade de armas e a seriedade que há nas competições brasileiras de futebol? Pelo jeito não estamos sozinhos na nossa opinião sempre crítica, como se vê no bom texto de Juarez Villela Filho, torcedor do Atlético-PR.

7 Comments:

CALIGULA said...

Muy buena nota!

biscoito20 said...

Mas estamos no Brasil, o popular Eixo Rio-São Paulo.

biscoito20 said...

"Ainda bem que o Timão não tem estádio. Se tivesse, mesmo um meia-boca, já teria garantido a abertura da Copa de 2014" - Chico Lang.

Piada, hein?!

Yuri said...

É isso aí!! O Corinthians nunca ganhou um torneio sem a ajuda da arbitragem! Por que?? Porque o SCCP é o Stálin do Brasil, controlamos tudo e todos, os árbitros, as federações, a CBF e saibam: se vocês ainda estão vivos, é porque o Corinthians quer. Não sem a ajuda dos amiguinhos do Flamengo, Vasco, Palmeiras... pois como é notório, a rivalidade entre Rio-SP é fachada, pois o que ocorre no fundo é uma mega-aliança de fazer inveja ao eixo Itália-Alemanha-Japão na Segunda Guerra.

O SCCP controla tudo e todos, incluindo esses clubes periféricos tipo Grêmio, Inter, Naviraiense... por mais fortes esquadrões que montem os dirigentes desses clubes, lá estará um Flamengo, um Corinthians, pronto para destruir tudo. Sempre esteve. Sempre estará.

O Eixo, a união mais poderosa que este país já viu, dilacera a esperança dos clubes regionais, controla o sorteio dos árbitros, suborna dirigentes e conselheiros de outros clubes (quando não jogadores adversários, por que não??) pois somos poderosos, e como bem dito na coluna do Furacão, o símbolo de tudo isso é o Sport Club Corinthians Paulista.

É assim. Quando um clube fora do Eixo (cuidado ao escrever este nome, você pode ser rastreado) vence um campeonato, o que apesar da indiscutível superioridade destes quase nunca aconteceu, é heroicamente, contra os árbitros, contra tudo e todos. É assim.

Eu entendo que o Bem quer a justiça, mas nós, do Eixo, os Maus, queremos que o Lado Negro da Força perpetue-se, mesmo sabendo que até Roma caiu, mas seremos maiores do que Roma, maiores do que o império mongol de Gengis Khan, pois os bandeirantes paulistas dilaceraram negros e índios a fim de construir essa hegemonia que vê-se hoje. E o maior exemplo disso é ver o Santo André, time que tem como mascote o banndeirante João Ramalho na Série A.

Um dia é o SPFC, SCCP, SEP, SFC, CRVG, BFR, e assim nos alternaremos, pois somos ricos, corruptos e poderosos o suficiente para fazer essa aliança durar por muito, mas muito tempo. Com a riqueza dos persas, o fanatismo dos árabes, a disciplina dos espartanos, a crueldade dos Assírios e a inteligência dos sumérios, durará, por muitos e muitos anos, nosso Império, do eixo Rio-SP...

Este é o nosso orgulho.

O Bem não vencerá.

Acostumem-se com isso.

Esteban said...

seguramente hinchando por estudiantes para que le gane a cruzeiro???

Breiller Pires said...

Bacana o paralelo feito pelo Juarez, Gerson. Mas me pareceu de um exagero e um drama sem tamanho. Nosso futebol não está tão perdido assim. Longe disso... Apesar de todas as falcatruas dos bastidores, temos, hoje, uma arbitragem que busca se capacitar, um campeonato nacional cada vez mais organizado e confiável, nos moldes das ligas internacionais, e continuamos revelando bons jogadores. Nem só de sacanagem vive o Brasil e sua esfera da bola.

O texto do Juarez infelizmente cai naquele lugar comum da maioria dos torcedores do Brasil: o anticorintianismo. Hehe!

Abraço.

Breiller Pires said...

Respondi seu comentário lá no Rola Blog e copio aqui também:

Esse debate dá pano pra manga mesmo, Gerson, com certeza. Mas o que venho defendendo há tempos é que o futebol e o esporte como um todo não são, por influência do capitalismo, corjas exclusivas de corrupção e desmandos arbitrários. A falta de ética que você citou aí existe em todos os setores da sociedade e, consequentemente, no futebol. Nós, brasileiros, temos o futebol como um patrimônio, somos mais intimamente ligados a ele do que à política, à educação, à economia. Por isso, sempre que presenciamos qualquer tipo de corrupção ou ato ilícito que envolva o mundo da bola, ficamos revoltados, pois se trata da nossa paixão. Nos desiludimos e pensamos que o futebol está acabado, porque supervalorizamos esse esporte e exigimos que ele seja bem conduzido. E coisa parecida também acontece quando dizemos que o Brasil não é digno de seu povo, que a corrupção aqui já não tem mais jeito. Mas, se olharmos a fundo, veremos que, mesmo a passos curtos, as coisas têm evoluído, inclusive no campo político.

Também fico indignado quando vejo falcatruas e sacanagem na esfera esportiva, como o caso do Brasileirão em 2005. Porém, é bom ressaltar que isso não é um produto do futebol, mas, sim, do caráter e da formação cultura de cada pessoa, de cada povo. E isso só vai mudar - e os dirigentes amadores e corruptos vão sumir - quando toda a sociedade vivenciar um grande processo de mudança de valores. Não dá para esperar um transformação dessas a curto prazo. O futebol ou qualquer outro esporte não pode pagar o preço.